6 de agosto de 2018 Dr. André LauthProcedimentos1

A Toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Quando administrada oralmente em grandes quantidades, bloqueia os sinais nervosos do cérebro para o músculo, causando paralisia generalizada, chamada botulismo. No entanto, por injeção, em quantidades muito pequenas, em um músculo facial específico, apenas o impulso que orienta este músculo será bloqueado, causando o relaxamento local. Deste modo, a toxina botulínica atua como um bloqueio da musculatura subjacente das linhas indesejadas.

O tratamento envolve injeção em quantidades muito pequenas nos músculos para imobilizá-los. A terapia atual é bem tolerada, rápida e a recuperação é mínima. Alguns efeitos colaterais permanecem por cerca de três a sete dias após o procedimento. A toxina começa a fazer efeito de sete a 14 dias depois e esse efeito perdura por cerca de três a seis meses até que desaparece gradativamente, enquanto a ação muscular retorna. Com aplicações em intervalos regulares, pode ocorrer de o músculo enfraquecer e, dessa forma, as aplicações passarem a durar mais tempo.

Os efeitos colaterais são mínimos e relacionam-se com a injeção local. Dor ou edema podem surgir em torno do local da injeção. Maquiagem pode ser usada após o tratamento, mas é preciso ter cuidado para não pressionar ou massagear a área após algumas horas do procedimento. Em casos raros, os pacientes podem desenvolver fraqueza temporária dos músculos vizinhos, ou dor de cabeça, ou sobrancelha e/ou pálpebra caída, também temporariamente.

Indicação
A toxina botulínica é indicada para amenizar linhas de expressão e rugas profundas. Por exemplo, as linhas verticais entre as sobrancelhas; pés-de-galinha nos cantos dos olhos; linhas horizontais na testa e nas bandas do músculo platisma, conhecido como pescoço de peru.

Também é usada para o reposicionamento das sobrancelhas: o músculo é enfraquecido e relaxado, para não contrair. Esse tratamento previne que se formem novas rugas. Alguns músculos não podem ser tratados, pois realizam funções importantes na expressão natural de uma pessoa. É o caso do músculo que levanta as sobrancelhas e dos músculos da linha do sorriso, uma vez que eles são necessários para as expressões dessa região e até para comer.

A transpiração excessiva pode aliviar com injeções altamente diluídas da toxina botulínica, diretamente na pele das axilas ou na pele nas palmas das mãos e plantas dos pés. Há paralisação das glândulas sudoríparas da pele que são responsáveis pela transpiração excessiva. Uma única sessão de tratamento pode fornecer meses de alívio, e os especialistas acreditam que as injeções podem ser repetidas indefinidamente, uma ou duas vezes por ano.

O médico dermatologista é o indicado para realizar o procedimento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


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20 de julho de 2018 Dr. André LauthDoenças0
O melasma é uma melanodermia, isto é, uma alteração da cor da pele na qual ocorre aumento da quantidade de melanina, pigmento da pele, em algumas áreas. A principal função da melanina é filtrar parte da radiação ultravioleta que vem do sol (funciona como um “filtro solar natural”). Ela também tem papel na regulação da temperatura e na absorção de radicais livres nas células. O melasma ocorre principalmente em mulheres acima dos 25 anos de idade, mas pode ocorrer mais cedo e também em homens.
Vários fatores contribuem para seu surgimento: Predisposição individual é uma delas. As pessoas de pele morena a negra e aquelas que têm familiares próximos com o problema têm uma chance maior de vir a apresentá-lo. Na gravidez existe uma chance de 50 a 70% de surgimento de melasma. Já com o uso de anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal da menopausa, o percentual pode variar de 8 a 29%.
Entretanto, o fator desencadeante mais importante no melasma é a exposição solar! Os raios ultravioleta do sol aumentam a atividade dos melanócitos, células que produzem a melanina, levando ao escurecimento das manchas.
Tratamento
O tratamento deve ser feito por um médico dermatologista. É fácil deduzir que a principal medida é o uso intensivo de fotoprotetoes (protetores solares). Os fatores mais altos, mais próximos a 100, e com cor de base, geralmente são os que mais protegem. A eficiência dos fotoprotetores cai muito após 2 horas, quando devem ser reaplicados para garantir sua total eficácia!
Os agentes clareadores atuam de diversas maneiras, antes durante e após o ciclo de produção da melanina, com o objetivo de evitar a sua produção e/ou promover a sua eliminação da pele! Existem agentes clareadores de uso tópico, tipo cremes, loções, etc, e de uso interno, por via oral.
O microagulhamento associado ou não à aplicação subsequente de clareadores vem ganhando espaço como um tratamento eficiente, muito seguro e que ainda traz melhora na qualidade da pele como ganho extra.
MMP, ou Microinfusão de Medicamentos na Pele, é um método no qual o dermatologista aplica medicamentos diretamente na pele, por meio de injeções com agulhas muito finas, ou com máquinas semelhantes às de tatuagem. Diversos medicamentos podem ser aplicados e já foram testados para o tratamento do melasma, inclusive a toxina botulínica.
NOVIDADE
A toxina botulínicamais diluída do que nas aplicações tradicionais, pode interferir na pigmentação, na vascularização e em outras características da pele, sendo hoje uma alternativa de tratamento não só para o melasma, mas também para diversas outras doenças de pele!
Os peelings leves e laseres são opções para casos que não respondem aos outros tratamentos.
Quer saber qual a melhor opção para o seu melasma? Agende uma consulta.

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20 de julho de 2018 Dr. André LauthImprensa0

Sente incômodo nessas regiões? Especialistas esclarecem o que pode estar causando a irritação

Por Amanda Panteri, Luiza Monteiro

Se tem alguma coisa mais chata do que a coceira , é quando ela aparece em áreas inusitadas. A irritação na região dos seios é uma delas (quem já passou por isso sabe que a chateação deixa a gente morrendo de vergonha!). Nem sempre o quadro é motivo de preocupação, mas, quando o sintoma persiste, é importante investigar.
Conversamos com o dermatologista André Lauth, de Curitiba , e com a mastologista Mônica Travassos, do Rio de Janeiro, para entender melhor os fatores por trás do coça-coça.

1. Ressecamento
Nosso corpo todo sofre com a falta de hidratação – os mamilos especialmente, onde a pele é mais sensível. No frio, a situação piora: o clima seco, as temperaturas baixas e os banhos quentes são a combinação ideal para as rachaduras e coceiras darem as caras.
“Evitar o uso excessivo do sabonete e a água muito quente são práticas que ajudam a manter na pele parte do seu manto hidrolipídico, isto é, sua hidratação natural”, indica André. Um bom creme hidratante complementa a proteção.

2. Escolhas erradas na hora do banho
“O ideal é usar um sabonete à base de glicerina”, explica o dermatologista. Esfoliação nessa região só é indicada sob orientação médica. Preste atenção também na hora de se secar: utilize uma toalha felpuda para não machucar os seios. “Aperte a toalha desde as bordas até o bico da mama”, ensina Mônica.

3. O tecido do sutiã
Você pode até não querer tirar do corpo aquela lingerie linda, mas se ela incomoda toda vez, é hora de repensar seu uso. Outra opção é comprar um protetor de aréola, daqueles em adesivo.

4. Escova progressiva
“Tenho visto muitas pacientes que fazem escova progressiva e, ao tomar banho, deixam o produto escorrer pelo corpo todo. Isso não é correto, pois o formol irrita a pele”, conta a mastologista. Então, se você fez algum tipo de química no salão, lembre-se de manter a cabeça bem longe do corpo ao enxaguar o cabelo pela primeira vez.

5. Roupas íntimas mal-lavadas
O suor propicia a proliferação de fungos e bactérias que, além de causarem mau odor, podem gerar micoses e furúnculos. “A mama é uma glândula sudorípara, por isso ela transpira bastante e solta secreções”, explica Mônica. O ideal é que sutiãs, tops e peças de academia sejam trocados diariamente.

6. Sobe e desce dos hormônios
As variações hormonais da TPM e da gravidez também podem ser a causa da coceira. “Nessas fases, aumenta a produção de hormônios que estimulam a circulação nas mamas”, diz a médica. As futuras mamães sofrem ainda com a expansão dos tecidos dos seios durante essa fase – outro motivo para a irritação.

7. Dermatite
Se nenhuma das causas anteriores se aplica a você, o problema pode ser dermatológico. “Uma doença que é bastante comum nessa área é a dermatite atópica, que causa coceira e vermelhidão no local e ao redor, diz André. Mas não se preocupe: com o tratamento adequado, ela tende a melhorar rapidinho. Converse com seu médico.

8. Sinal de câncer
A Doença de Paget também causa vermelhidão e coceira nos mamilos e indica uma fase inicial de câncer, segundo Mônica Travassos. Mas calma: o problema vem acompanhada de uma descamação excessiva da pele e não melhora com os tratamentos tradicionais. Nesse caso, você deve procurar um médico.

Fonte: Revista Boa Forma


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20 de julho de 2018 Dr. André LauthDoenças0

Se você é portadora de melasma ou não gosta que suas sardas fiquem mais aparentes no verão, saiba que existem substâncias para uso por via oral com o objetivo de impedir o surgimento e, até mesmo, de diminuir as manchas na pele.
Elas são, em sua maioria, antioxidantes muito potentes, que atuam em alguma das fases da produção da melanina, o pigmento da pele. Usadas de maneira adequada, podem ajudar a evitar o surgimento ou aumento das manchas durante o período de verão. Melhor ainda se associadas a um bom protetor solar e a um tratamento específico para o seu caso.
Infelizmente algumas dessas substâncias são vendidas com nomes que podem confundir, como “fotoprotetor oral” e “peeling em cápsulas”. Por mais que tenham efeitos na proteção e renovação da pele, ainda não existe uma substância que, ingerida, produza os mesmos efeitos que um protetor solar tópico ou um peeling.
Para evitar confusão, consulte seu dermatologista e aproveite a estação!
Quer saber mais? Acesse nossa página sobre Melasma .


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Dr. André Lauth - Dermatologista
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