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23 de março de 2021 Dr. André LauthDoenças0

O cuidado com a nossa pele deve ser permanente. Além de proteger e hidratar é preciso também estar atento a qualquer variação de aspecto ou textura. Vermelhidão sempre causa alerta, mas as manchas brancas também devem ser vistas com cautela e podem ser indicativos de diversas condições, como:

📍 Micoses: infecções causadas por fungos, muito comum em períodos mais quentes.
📍Dermatite atópica: um tipo de inflamação que (deixa) pode deixar a pele esbranquiçada, além de marcas vermelhas.
📍 Vitiligo: doença que causa grandes manchas totalmente brancas na pele e requer tratamento precoce e eficaz para (acompanhamento e) seu controle.
📍 Esclerose tuberosa: doença genética rara caracterizada pela presença de manchas brancas na região do tronco.
📍 Envelhecimento precoce (fotoenvelhecimento): a exposição solar sem proteção adequada pode causar manchas brancas na pele, que surgem principalmente em peles claras e após os 40 anos.

Se perceber alguma alteração na sua pele, visite seu dermatologista o quanto antes para diagnóstico e indicação de tratamento. Evite receitas caseiras e a automedicação.
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10 de fevereiro de 2021 Dr. André LauthDoenças0

No verão é preciso tomar alguns cuidados extras para evitar doenças de pele também bastante comuns nesse período, como as micoses e alergias.

 

👉 As micoses são infecções causadas pela ação de fungos que se proliferam com a umidade. Previna-se mantendo o corpo seco, evitando sapatos fechados e usando roupas leves. Não compartilhe objetos de uso pessoal e use chinelos em praias, piscinas e vestiários.

👉 As alergias na pele podem ter inúmeras causas. Alimentos, uso de medicação, produtos de beleza, tecidos das roupas e filtro solar incompatível com o tipo de pele podem resultar no aparecimento de manchas na pele, coceira, vermelhidão e irritação. Fique atento à qualidade dos produtos utilizados na pele, verifique as informações e recomendações do rótulo.  

 

Se perceber alguma anormalidade na sua pele, suspenda o uso dos produtos e converse com seu dermatologista.

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10 de fevereiro de 2021 Dr. André LauthDoenças0

O câncer de pele é um dos tipos de câncer mais comuns no mundo. Na maior parte das vezes, essa condição é desencadeada pela radiação ultravioleta emitida pelo sol, que causa um crescimento anormal e descontrolado das células da pele.

A forma mais simples de identificar o desenvolvimento do câncer de pele é ficar atento a qualquer anormalidade. Para isso, você pode seguir a regra do ABCDE. Veja como:

 

A – Assimetria: procure por pintas ou manchas assimétricas, isto é, que quando divididas ao meio têm 2 metades diferentes.

B – Bordas: avalie se nas manchas há bordas irregulares.

C – Cor: pintas com dois ou mais tons de marrom, preto e vermelho devem chamar sua atenção. A intensidade da cor geralmente não tem relação com o diagnóstico.

D – Diâmetro: identifique lesões com mais de cinco milímetros.

E – Evolução: fique atento a mudanças de cor, tamanho ou forma de pintas ou outras lesões de pele.

 

Diante de alguma suspeita, procure por um dermatologista de confiança. O diagnóstico precoce é a principal maneira de combater o câncer.

 

Aproveite e salve esse post para rever sempre que tiver dúvidas!

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25 de junho de 2020 Dr. André LauthDoenças0

A pandemia de COVID-19 trouxe muitas mudanças no nosso estilo de vida e uma delas, o uso de máscaras, pode trazer consequências à saúde da nossa pele. A dermatite seborreica, mesma doença que causa a caspa no couro cabeludo, pode também surgir no rosto. Assim, ela se apresenta como áreas avermelhadas, ressecadas, com ou sem descamação e que comprometem o centro das bochechas, laterais do nariz. Ainda na região ao redor da boca, área da barba, atrás das orelhas e nas mesmas, além das sobrancelhas e glabela.

Estas regiões podem ser comprometidas ao mesmo tempo ou isoladamente e a intensidade varia de pessoa para pessoa. Além disso, o estresse causado pelo isolamento e pelo “novo normal” também contribui para o agravamento do quadro. Felizmente, a dermatite seborreica é uma doença já bem conhecida e tratável. Assim, precisando de ajuda, nós, dermatologistas, estamos à disposição!
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25 de junho de 2020 Dr. André LauthDoenças0

Em tempos difíceis como o que estamos vivendo, nossos corpos e mentes sofrem, ficam sobrecarregados, estressados. As consequências podem ser as mais diversas e a queda de cabelos é uma das que mais observamos no consultório dermatológico ultimamente. O eflúvio telógeno é o responsável na maioria dos casos.

Neste distúrbio, devido ao estresse que o organismo sofre, uma quantidade maior de cabelos passa da fase de crescimento (anágena) para a de queda (telógena) e, em pouco tempo, começam a se soltar do couro cabeludo. Na prática, isto é visto como uma grande quantidade de cabelos no ralo do banheiro, na escova de pentear, no chão, no travesseiro, enfim, é algo que assusta os pacientes.

Felizmente, o eflúvio telógeno é tratável e todos os cabelos serão recuperados com o tratamento adequado. E lembre-se, o dermatologista é o médico da pele, cabelos e unhas!

Agende uma consulta para avaliar o seu caso. Estamos atendendo presencial (com todos os cuidados necessários) e por teleconsulta.

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1 de dezembro de 2019 Dr. André LauthDoenças0

Dezembro é o mês da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, que esse ano vem com o tema “Um Sinal Pode Ser Câncer”.
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O câncer de pele é o mais comum no Brasil e corresponde a 33% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo dados do INCA – Instituto Nacional de Câncer.
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Por isso, o objetivo da Campanha é disseminar para a população o valor dos cuidados com a pele e do uso do protetor solar, os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce para evitar mutilações ou danos maiores.
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A melhor forma de previnir o câncer de pele é investir no protetor solar. O ideal é que o filtro solar tenha um FPS (proteção contra UVB) 30 ou maior e PPD (proteção contra UVA) com, pelo menos, 1\3 do FPS.
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Por isso, faça parte da Campanha disseminando a informação e usando protetor solar!
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17 de junho de 2019 Dr. André LauthDoenças0

As olheiras são características pessoais, causadas pela combinação de três fatores:

1 – Profundidade da região periorbital inferior, o que causa sombra e intensifica o tom escuro. Caso exista necessidade de tratamento, a melhor alternativa quase sempre é o preenchimento com ácido hialurônico. Mas, outras opções existem e podem ser indicadas.

2 – Melanina é o pigmento da pele. Cada pessoa tem um tom de pele de acordo com a maneira como este pigmento é produzido e depositado na pele.

3 – Hemossiderina: é um pigmento que contém ferro e vem do sangue. Como a circulação sanguínea das pálpebras é muito rica, a hemossiderina acaba se depositando no local. Tanto a melanina, como a hemossiderina, podem ser removidas por produtos de aplicação tópica. Ou também por luz pulsada, laser e até com preenchimento de ácido hialurônico.

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20 de julho de 2018 Dr. André LauthDoenças0

O que é?

É uma doença vascular inflamatória crônica, com remissões e exarcebações, também chamada erroneamente de “acne rosácea”, pois a acne é uma doença da glândula sebácea, totalmente diferente da rosácea, seja pela a causa ou idade, ou pelos aspectos clínicos e as características no geral. A rosácea ocorre em 1,5% a 10% das populações estudadas. Ocorre principalmente em adultos entre 30 e 50 anos de idade. É mais frequente em mulheres, porém atinge muitos homens e, neles, o quadro tende a ser mais grave, evoluindo continuamente com rinofima (aumento gradual do nariz por espessamento e dilatação folículos). Raramente ocorre em negros.
A presença de eritemas e telangiectasias na região central da face, acompanhadas de pápulas e pústulas, geralmente não oferece dificuldade no diagnóstico da rosácea. O paciente pode fazer um diário das pioras (e das remissões) relacionando isso às suas atividades, alimentação, estresse e outros fatores. Existem quatro tipos clássicos de rosácea:
  • Eritemato-telangectasica – Subtipo1
  • Papulopustuloso – Subtipo2
  • Fimatoso (Rinofima) – Subtipo3
  • Ocular – Suptipo4: pode acompanhar qualquer um dos outros e vir sozinho também.

Sintomas

A rosácea é uma doença que afeta a pele principalmente da região centrofacial. Caracteriza-se por uma pele sensível, geralmente mais seca, que começa a ficar eritematosa (vermelha) facilmente e se irrita com ácidos e produtos dermatológicos, no geral. Aos poucos, a vermelhidão (eritema) tende a ficar permanente e aparecem vasos finos (telangiectasias), pápulas e pústulas que lembram a acne, podendo ocorrer edemas e nódulos. Fequentemente, surgem sintomas oculares, de olho seco e sensível à inflamação nas bordas palpebrais (blefarite). Na fase pré-rosácea, há eritema discreto na face, que se agrava com surtos de duração variável, surgindo espontaneamente ou pela ação de fatores citados. Aos poucos, os episódios podem se tornar frequentes e até permanentes.   Um sintoma pode ser mais proeminente que outro, variando muito de pessoa a pessoa. As lesões não necessariamente evoluem.  Sinais e sintomas típicos:
  • Flushing facial – períodos de sensação abrupta de vermelhidão e calor na pele como se fosse um surto de vasodilatação.
  • Telangiectasias – dilatação de pequenos vasos permanentes.
  • Persistente eritema facial. Possível edema facial
  • Pápulo-pustulosas – podem ocorrer nódulos; as pápulas podem, eventualmente, quando numerosas, formar placas granulomatosas (rosácea lupoide);
  • Rinofima – espessamento irregular e lobulado da pele do nariz, dilatação folicular, levando ao aumento e deformação do nariz . Esses espessamentos podem ocorrer em outras áreas além do nariz, como na região frontal, malares (maçãs do rosto) e pavilhões auriculares.
  • Alterações oculares – ocorrem em 50% dos casos (irritação, ressecamento, blefarite, conjuntivite e ceratite).
Tratamentos
Não há cura para a rosácea, mas há tratamento e controle, com muitos avanços recentes. Tudo depende da fase clínica que o paciente está. Se apresentar mais o eritema periódico ou o persistente, se mais pápulas, nódulos ou rinofima (hipertrofia do nariz). Todos os agravantes ou desencadeantes devem ser afastados ou controlados, como bebidas alcoólicas, exposição solar, vento, frio e ingestão de alimentos quentes.   O tratamento se inicia com sabonetes adequados; protetor solar com elevada proteção contra UVA e UVB e com veículo adequado à pele do paciente; e uso de antimicrobianos tópicos (metronidazol, ivermectina). Depois dessa fase, pode ser preciso o uso de derivados de tetraciclina (doxiciclina e outros) orais. Em casos persistentes e recidivantes, se utiliza isotretinoina oral em dose baixa.   Existe um novo tratamento tópico para o eritema não persistente, periódico, que vem em surtos (flushing). O laser ou a luz pulsada são excelentes para tratamento das telangiectasias. Para o rinofima, a abordagem pode ser cirurgia, radiofrequência, dermoabrasão ou laser. O médico dermatologista avalia o grau, a fase e a pessoa como um todo para indicar o melhor tratamento.
  A pele do paciente com rosácea é extremamente sensível a produtos químicos e físicos como sabões, higienizadores alcoólicos, adstringentes, abrasivos e peelings. Os agentes antimicrobianos apresentam-se efetivos no tratamento.  É importante enfatizar que o uso de filtros solares cotidianamente no rosto é fundamental para controle da doença e manutenção dos resultados, pois a radiação ultravioleta é um fator desencadeante e agravante. Outros fatores agravantes são bebidas alcoólicas, bebidas quentes ou condimentados, temperatura muito fria ou muito quente, medicamentos vasodilatadores e fatores emocionais.
Orientações gerais
  • A doença é benigna, porém crônica com surtos e recidivas;
  • Ler folhetos explicativos e sites de confiança sobre a doença;
  • Fazer um diário/cartilha de observação de fatores agravantes;
  • Proteção solar é fundamental. Diária;
  • Evitar álcool e outros agravantes;
  • Usar maquiagem corretiva;
  • Cuidado com exercícios exagerados, sol, drogas vasodilatadoras, ácidos tópicos, uso de sabonetes agressivos com álcool ou acetona, esfoliações ou tratamentos agressivos de qualquer natureza;
  • Visitar periodicamente um dermatologista.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD

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20 de julho de 2018 Dr. André LauthDoenças0
São muitas as causas e tratamentos para queda de cabelo. Conheça alguns deles:

Alopecia androgenética

O que é?

Alopecia androgenética, ou calvície, é uma forma de queda de cabelos geneticamente determinada. É relativamente frequente na população. Homens e mulheres podem ser acometidos pelo problema, que apesar de se iniciar na adolescência, só é aparente após algum tempo, por volta dos 40 ou 50 anos. Apesar do termo “andro” se referir ao hormônio masculino, na maioria das vezes os níveis hormonais se mostram normais nos exames de sangue. A doença se desenvolve desde a adolescência, quando o estímulo hormonal aparece e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos.

Sintomas

A queixa mais frequente na alopecia androgenética é a de afinamento dos fios. Os cabelos ficam ralos e, progressivamente, o couro cabeludo mais aberto. Nas mulheres, a região central é mais acometida, pode haver associação com irregularidade menstrual, acne, obesidade e aumento de pelos no corpo. Porém, em geral, são sintomas discretos. Nos homens, as áreas mais abertas são a coroa e a região frontal (entradas).

Tratamentos

Baseia-se em estimulantes do crescimento dos fios como o minoxidil e em bloqueadores hormonais. O objetivo do tratamento é estacionar o processo e recuperar parte da perda. Os bloqueadores hormonais são medicamentos via oral; nos homens, a finasterida é a mais usada. Nas mulheres, anticoncepcionais, espironolactona, ciproterona e a própria finasterida podem ser receitados. Nos casos mais extensos, um transplante capilar pode melhorar o aspecto estético.

Prevenção

Alopecia androgenética é uma doença genética, mas alguns fatores podem piorar o problema, como, por exemplo, a menopausa e o uso de suplementação de hormônios masculinos. Exames genéticos podem identificar os pacientes com maior risco de desenvolver a doença. Entretanto, não há como evitar totalmente o desenvolvimento da alopecia sem o tratamento adequado.

Alopecia areata

O que é?

Alopecia areata é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e a participação autoimune. Os fios começam a cair resultando mais frequentemente em falhas circulares sem pelos ou cabelos. A extensão dessa perda varia, sendo que, em alguns casos, poucas regiões são afetadas. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior. Há casos raros de alopecia areata total, nos quais o paciente perde todo o cabelo da cabeça; ou alopecia areata universal, na qual caem os pelos de todo o corpo. A alopecia areata não é contagiosa. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro. A evolução da alopecia areata não é previsível.  O cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isto ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação. Entretanto, novos surtos podem ocorrer. Cada caso é único. Estudos sugerem que cerca de  5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo.

Sintomas

A alopecia areata não possui nenhum outro sintoma além da perda brusca de cabelos, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações. A pele é lisa e brilhante e os pelos ao redor da placa saem facilmente se forem puxados. Os cabelos, quando renascem, podem ser brancos, adquirindo posteriormente sua coloração normal. A forma mais comum é uma placa única, arredondada, que ocorre geralmente no couro cabeludo e barba, conhecida popularmente como pelada.
Outras doenças autoimunes podem acontecer em alguns pacientes, como vitiligo, problemas da tireoide e lúpus eritematoso, por exemplo. Portanto, muitas vezes se faz necessária a reavaliação de exames de sangue. O principal dano aos pacientes é mesmo o psicológico. A interferência na rotina diária nos casos mais extensos pode prejudicar a qualidade de vida.

Tratamentos

Diversos tratamentos estão disponíveis para a alopecia areata. Medicamentos tópicos como minoxidil, corticoides e antralina podem ser associados a tratamentos mais agressivos como sensibilizantes (difenciprona) ou metotrexate. Corticóides injetávies podem ser usados em áreas bem delimitadas do couro cabeludo ou do corpo. A opção deve ser realizada pelo dermatologista em conjunto com o paciente. Os tratamentos visam controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam. Eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça. Atenção: Evitar a “automedicação”. Somente um médico dermatologistapode prescrever a opção mais adequada.

Prevenção

Não há formas de prevenir a doença uma vez que suas causas são desconhecidas, mas há algumas dicas para que a pessoa se sinta melhor:
  • Procurar se informar sobre a doença. Conhecer mais sobre o problema ajuda a compreender a evolução da doença e reduzir a ansiedade.
  • Usar maquiagem para minimizar a aparência da perda do cabelo.
  • Investir em perucas, chapéus e lenços para proteger a cabeça. Além de serem estilosos, deixam o visual mais moderno.
  • Reduzir o estresse: as crises agudas de queda podem se associar a períodos críticos de estresse, tais como problemas no trabalho ou na família, mortes, cirurgias, acidentes etc.
Embora a doença não seja clinicamente grave, pode afetar o estado emocional. Os grupos de apoio estão disponíveis para ajudar a lidar com possíveis efeitos psicológicos.

Eflúvio Telógeno

O que é?

É uma condição que se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. Seu aumento é visto principalmente naquele bolo que cai no chuveiro ou fica na escova quando penteamos. O eflúvio se divide em dois tipos: agudo e crônico. São subtítulos que compartilham a queixa de queda aguda, mas são clinicamente distintos.
Eflúvio telógeno agudo: sua causa está associada a algum evento que aconteceu três meses antes do início da queda. Isso porque o período de preparo para a queda dura de dois a três meses e os fios se desprendem ao final desse ciclo. Esses eventos, ou gatilhos, convertem um percentual maior de fios para a fase de queda. Sendo assim, ao invés de termos 100-120 fios caindo diariamente, temos 200-300 fios, dependendo do paciente e da causa do eflúvio.  Os eventos mais associados à queda são: pós-parto, febre, infecção aguda, sinusite, pneumonia, gripe, dietas muito restritivas, doenças metabólicas ou infecciosas, cirurgias, especialmente a bariátrica, por conta da perda de sangue e do estresse metabólico, além do estresse. Algumas medicações também podem desencadear o problema. Tudo isso pode interferir na proporção dos fios na fase de queda. Em geral, 70% dos casos têm o agente descoberto. Já nos 30% restantes a causa acaba por não ser definida.
Eflúvio telógeno crônico: a fase na qual os fios caem muito, se assemelha à versão aguda. Porém, em longo prazo, é diferente. Há ciclos de aumento dos fios na fase de queda, de forma cíclica, uma ou duas vezes por ano, ou a cada dois anos, dependendo do paciente. Conforme o tempo passa, o paciente fica com o cabelo mais volumoso na base e menos volumoso no comprimento. O cabelo fica mais curto e com o “rabo de cavalo” mais fino. Se o paciente só tiver essa condição, não ficará com o cabelo ralo no couro cabeludo. Porém, seu problema pode estar associado a outras condições que causam rarefação dos fios. De qualquer forma, se perde muito volume e comprimento. O problema nem sempre tem causa definida, mas sabe-se que está associado a doenças autoimunes, dentre elas, a mais comum é a tireoidite de Hashimoto.

Sintomas

O principal sintoma é a queda aguda do cabelo, com aumento dos fios que caem dia a dia. Coceira no couro cabeludo, principalmente na região posterior, pode estar presente em alguns casos.

Tratamentos

O eflúvio é autolimitado, ou seja, tem uma duração predeterminada de dois a quatro meses, caso não haja outra doença associada. E, de um dia para o outro, há uma aparente melhora. Na teoria, não seria preciso tratamento. Porém, se o paciente tem alguma condição associada, como alopecia androgenética (calvície) ou a alopecia senil (rarefação que surge após os 60 anos), em geral, costuma-se tratá-lo para que possa ter plena capacidade de recuperar o volume e o comprimento dos fios.   É importante lembrar que não há um tratamento específico. Algumas medicações, que são estimuladoras do crescimento capilar, podem ser associadas para acelerar esse processo de recuperação.  Se o paciente for saudável, e sem doença prévia do couro cabeludo, terá plena capacidade de recuperação.   O prognóstico em geral é bom, mas é sempre indicado que a pessoa procure um dermatologista para conhecer melhor seu caso, e se há a necessidade de tratar alguma possível doença de base associada. Ou, ainda, se é preciso descobrir algum fator que possa estar associado à queda, como na área alimentar, seja por uma deficiência de ferro ou vitaminas, ou em razão de dietas hiperproteicas, as quais temos visto mais pessoas aderindo a cada dia. O paciente precisa ser bem orientado para saber o que faz bem para seu metabolismo e ciclo capilar.

Prevenção

Não há prevenção para o eflúvio telógeno. Porém, há situações nas quais seu surgimento é esperado, como na fase do pós-parto, quando é comum ocorrer queda dos fios 2-3 meses após o parto. É aconselhável orientar a paciente a procurar um dermatologista logo no início do problema. O mesmo vale para aqueles que passaram por cirurgia bariátrica ou por uma dieta emagrecedora. Eles precisam ser bem orientados para buscar ajuda assim que notarem a queda acentuada dos fios e obter orientação para a melhor conduta do caso.
Fonte:
Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Responsável Técnico:
Dr. André Lauth - Dermatologista
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