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20 de maio de 2026 Dr. André LauthTratamentos

Encontrar fios no travesseiro, no banho ou presos à escova faz parte do ciclo natural do cabelo. Mas existe um limite entre uma renovação fisiológica e uma queda que merece investigação.

A queda capilar é uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos e pode ter origens muito diferentes: alterações hormonais, fatores genéticos, processos inflamatórios, estresse, deficiências nutricionais e doenças do couro cabeludo estão entre as causas mais comuns.

Um erro frequente é pensar que toda queda significa calvície. Na prática, a perda dos fios é um sintoma, não um diagnóstico.

Por isso, identificar a causa é o primeiro passo para definir um tratamento realmente eficaz.

Se você busca tratamento para queda de cabelo em Curitiba, entender o que está acontecendo com os fios pode evitar atrasos no diagnóstico e impedir a progressão de alguns quadros.

Existe uma quantidade normal de queda de cabelo?

Sim.

O cabelo funciona em ciclos contínuos de crescimento, repouso e renovação. Em condições normais, é esperado perder aproximadamente entre 100 e 150 fios por dia.

Nem sempre essa perda é percebida.

Em alguns períodos, porém, a queda se torna mais evidente e passa a chamar atenção por alterações como:

  • aumento importante de fios no banho;
  • fios acumulados no travesseiro;
  • diminuição do volume;
  • afinamento progressivo;
  • couro cabeludo mais aparente;
  • aumento da abertura da risca;
  • falhas localizadas.

Quando isso ocorre por semanas ou meses, a investigação dermatológica passa a ser importante.

Como funciona o ciclo do cabelo?

Cada fio possui um ciclo biológico próprio.

Fase anágena

É a fase de crescimento ativo.

Pode durar entre dois e sete anos e representa o período mais longo da vida do fio.

Fase catágena

É uma fase curta de transição, quando o crescimento desacelera.

Fase telógena

Corresponde ao período de repouso.

Após essa etapa, o fio se desprende e um novo ciclo começa.

Diversas doenças podem alterar esse equilíbrio e aumentar o número de fios em fase de queda.

Principais causas de queda capilar

Nem toda perda de cabelo acontece da mesma forma.

Algumas condições geram queda súbita; outras produzem afinamento lento e progressivo.

Alopecia androgenética (calvície)

A alopecia androgenética é a principal causa de perda progressiva dos fios.

Ela possui influência genética e hormonal e acontece porque determinados folículos apresentam sensibilidade aumentada ao DHT (di-hidrotestosterona).

Com o tempo, ocorre um processo chamado miniaturização folicular: os fios tornam-se progressivamente mais finos, curtos e frágeis.

Nos homens costuma aparecer como:

  • entradas;
  • rarefação no topo da cabeça;
  • diminuição da densidade capilar.

Nas mulheres, o padrão geralmente é diferente:

  • aumento da abertura da risca central;
  • redução difusa do volume;
  • afinamento global dos fios.

A identificação precoce faz diferença porque a condição costuma evoluir progressivamente.

Eflúvio telógeno: a queda intensa e repentina

Muitos pacientes relatam uma situação clássica:

“Meu cabelo estava normal e, de repente, começou a cair muito.”

Esse quadro pode acontecer no eflúvio telógeno.

Nele, um número maior de fios entra ao mesmo tempo na fase de queda.

Entre os gatilhos mais comuns estão:

  • estresse físico intenso;
  • períodos prolongados de ansiedade;
  • cirurgias;
  • infecções;
  • perda rápida de peso;
  • pós-parto;
  • alterações hormonais;
  • deficiência de ferro;
  • doenças da tireoide;
  • uso de alguns medicamentos.

Uma característica importante é que a queda normalmente surge semanas ou até meses após o fator desencadeante.

Por isso muitos pacientes não fazem a associação imediata.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença inflamatória de origem autoimune.

Ela costuma surgir com falhas arredondadas e bem delimitadas no couro cabeludo.

Seu comportamento pode variar bastante: alguns pacientes apresentam episódios isolados; outros podem ter recorrências ao longo do tempo.

Fatores genéticos e alterações imunológicas parecem participar desse processo.

O estresse realmente pode causar queda de cabelo?

Sim.

Mas não porque “o cabelo cai de nervoso” de forma imediata.

Situações de sobrecarga física ou emocional podem alterar mecanismos hormonais e inflamatórios que interferem no ciclo dos fios.

Muitas pessoas observam aumento da queda após:

  • privação importante de sono;
  • períodos de ansiedade intensa;
  • doenças;
  • cirurgias;
  • mudanças bruscas de rotina;
  • estresse prolongado.

Em muitos casos, o fator emocional não atua sozinho, mas como parte de um conjunto de fatores.

Como é feito o diagnóstico?

A avaliação da queda capilar vai muito além de observar os fios.

Durante a consulta são analisados fatores como:

  • padrão da queda;
  • tempo de evolução;
  • histórico familiar;
  • doenças associadas;
  • medicamentos;
  • hábitos;
  • características do couro cabeludo.

Além do exame clínico, podem ser solicitados exames laboratoriais ou recursos específicos para avaliação capilar.

Isso permite diferenciar situações temporárias de doenças progressivas.

Qual o melhor tratamento para queda de cabelo?

Essa é uma das perguntas mais comuns — e a resposta depende completamente do diagnóstico.

Não existe um tratamento único que funcione para todos os casos.

Dependendo da causa, podem ser utilizados:

  • medicamentos tópicos;
  • medicações orais;
  • reposição de deficiências nutricionais;
  • tratamentos para inflamação do couro cabeludo;
  • terapias complementares;
  • mudanças direcionadas de hábitos.

Quando o tratamento é iniciado precocemente, principalmente em casos progressivos, as chances de preservar os fios tendem a ser maiores.

Tratamento para queda de cabelo em Curitiba

Muitos pacientes procuram atendimento apenas quando o couro cabeludo já se tornou visível ou quando percebem redução importante do volume.

Mas esperar a perda avançar nem sempre é a melhor estratégia.

Se você procura um dermatologista para queda de cabelo em Curitiba, a avaliação individualizada permite identificar a causa do problema e direcionar a conduta de forma mais precisa.

Cada tipo de queda possui um comportamento diferente — e compreender essa diferença costuma ser o ponto mais importante do tratamento.

Dr. André Lauth

Dermatologista Curitiba


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20 de julho de 2018 Dr. André LauthDoenças
São muitas as causas e tratamentos para queda de cabelo. Conheça alguns deles:

Alopecia androgenética

O que é?

Alopecia androgenética, ou calvície, é uma forma de queda de cabelos geneticamente determinada. É relativamente frequente na população. Homens e mulheres podem ser acometidos pelo problema, que apesar de se iniciar na adolescência, só é aparente após algum tempo, por volta dos 40 ou 50 anos. Apesar do termo “andro” se referir ao hormônio masculino, na maioria das vezes os níveis hormonais se mostram normais nos exames de sangue. A doença se desenvolve desde a adolescência, quando o estímulo hormonal aparece e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos.

Sintomas

A queixa mais frequente na alopecia androgenética é a de afinamento dos fios. Os cabelos ficam ralos e, progressivamente, o couro cabeludo mais aberto. Nas mulheres, a região central é mais acometida, pode haver associação com irregularidade menstrual, acne, obesidade e aumento de pelos no corpo. Porém, em geral, são sintomas discretos. Nos homens, as áreas mais abertas são a coroa e a região frontal (entradas).

Tratamentos

Baseia-se em estimulantes do crescimento dos fios como o minoxidil e em bloqueadores hormonais. O objetivo do tratamento é estacionar o processo e recuperar parte da perda. Os bloqueadores hormonais são medicamentos via oral; nos homens, a finasterida é a mais usada. Nas mulheres, anticoncepcionais, espironolactona, ciproterona e a própria finasterida podem ser receitados. Nos casos mais extensos, um transplante capilar pode melhorar o aspecto estético.

Prevenção

Alopecia androgenética é uma doença genética, mas alguns fatores podem piorar o problema, como, por exemplo, a menopausa e o uso de suplementação de hormônios masculinos. Exames genéticos podem identificar os pacientes com maior risco de desenvolver a doença. Entretanto, não há como evitar totalmente o desenvolvimento da alopecia sem o tratamento adequado.

Alopecia areata

O que é?

Alopecia areata é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e a participação autoimune. Os fios começam a cair resultando mais frequentemente em falhas circulares sem pelos ou cabelos. A extensão dessa perda varia, sendo que, em alguns casos, poucas regiões são afetadas. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior. Há casos raros de alopecia areata total, nos quais o paciente perde todo o cabelo da cabeça; ou alopecia areata universal, na qual caem os pelos de todo o corpo. A alopecia areata não é contagiosa. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro. A evolução da alopecia areata não é previsível.  O cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isto ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação. Entretanto, novos surtos podem ocorrer. Cada caso é único. Estudos sugerem que cerca de  5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo.

Sintomas

A alopecia areata não possui nenhum outro sintoma além da perda brusca de cabelos, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações. A pele é lisa e brilhante e os pelos ao redor da placa saem facilmente se forem puxados. Os cabelos, quando renascem, podem ser brancos, adquirindo posteriormente sua coloração normal. A forma mais comum é uma placa única, arredondada, que ocorre geralmente no couro cabeludo e barba, conhecida popularmente como pelada.
Outras doenças autoimunes podem acontecer em alguns pacientes, como vitiligo, problemas da tireoide e lúpus eritematoso, por exemplo. Portanto, muitas vezes se faz necessária a reavaliação de exames de sangue. O principal dano aos pacientes é mesmo o psicológico. A interferência na rotina diária nos casos mais extensos pode prejudicar a qualidade de vida.

Tratamentos

Diversos tratamentos estão disponíveis para a alopecia areata. Medicamentos tópicos como minoxidil, corticoides e antralina podem ser associados a tratamentos mais agressivos como sensibilizantes (difenciprona) ou metotrexate. Corticóides injetávies podem ser usados em áreas bem delimitadas do couro cabeludo ou do corpo. A opção deve ser realizada pelo dermatologista em conjunto com o paciente. Os tratamentos visam controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam. Eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça. Atenção: Evitar a “automedicação”. Somente um médico dermatologistapode prescrever a opção mais adequada.

Prevenção

Não há formas de prevenir a doença uma vez que suas causas são desconhecidas, mas há algumas dicas para que a pessoa se sinta melhor:
  • Procurar se informar sobre a doença. Conhecer mais sobre o problema ajuda a compreender a evolução da doença e reduzir a ansiedade.
  • Usar maquiagem para minimizar a aparência da perda do cabelo.
  • Investir em perucas, chapéus e lenços para proteger a cabeça. Além de serem estilosos, deixam o visual mais moderno.
  • Reduzir o estresse: as crises agudas de queda podem se associar a períodos críticos de estresse, tais como problemas no trabalho ou na família, mortes, cirurgias, acidentes etc.
Embora a doença não seja clinicamente grave, pode afetar o estado emocional. Os grupos de apoio estão disponíveis para ajudar a lidar com possíveis efeitos psicológicos.

Eflúvio Telógeno

O que é?

É uma condição que se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. Seu aumento é visto principalmente naquele bolo que cai no chuveiro ou fica na escova quando penteamos. O eflúvio se divide em dois tipos: agudo e crônico. São subtítulos que compartilham a queixa de queda aguda, mas são clinicamente distintos.
Eflúvio telógeno agudo: sua causa está associada a algum evento que aconteceu três meses antes do início da queda. Isso porque o período de preparo para a queda dura de dois a três meses e os fios se desprendem ao final desse ciclo. Esses eventos, ou gatilhos, convertem um percentual maior de fios para a fase de queda. Sendo assim, ao invés de termos 100-120 fios caindo diariamente, temos 200-300 fios, dependendo do paciente e da causa do eflúvio.  Os eventos mais associados à queda são: pós-parto, febre, infecção aguda, sinusite, pneumonia, gripe, dietas muito restritivas, doenças metabólicas ou infecciosas, cirurgias, especialmente a bariátrica, por conta da perda de sangue e do estresse metabólico, além do estresse. Algumas medicações também podem desencadear o problema. Tudo isso pode interferir na proporção dos fios na fase de queda. Em geral, 70% dos casos têm o agente descoberto. Já nos 30% restantes a causa acaba por não ser definida.
Eflúvio telógeno crônico: a fase na qual os fios caem muito, se assemelha à versão aguda. Porém, em longo prazo, é diferente. Há ciclos de aumento dos fios na fase de queda, de forma cíclica, uma ou duas vezes por ano, ou a cada dois anos, dependendo do paciente. Conforme o tempo passa, o paciente fica com o cabelo mais volumoso na base e menos volumoso no comprimento. O cabelo fica mais curto e com o “rabo de cavalo” mais fino. Se o paciente só tiver essa condição, não ficará com o cabelo ralo no couro cabeludo. Porém, seu problema pode estar associado a outras condições que causam rarefação dos fios. De qualquer forma, se perde muito volume e comprimento. O problema nem sempre tem causa definida, mas sabe-se que está associado a doenças autoimunes, dentre elas, a mais comum é a tireoidite de Hashimoto.

Sintomas

O principal sintoma é a queda aguda do cabelo, com aumento dos fios que caem dia a dia. Coceira no couro cabeludo, principalmente na região posterior, pode estar presente em alguns casos.

Tratamentos

O eflúvio é autolimitado, ou seja, tem uma duração predeterminada de dois a quatro meses, caso não haja outra doença associada. E, de um dia para o outro, há uma aparente melhora. Na teoria, não seria preciso tratamento. Porém, se o paciente tem alguma condição associada, como alopecia androgenética (calvície) ou a alopecia senil (rarefação que surge após os 60 anos), em geral, costuma-se tratá-lo para que possa ter plena capacidade de recuperar o volume e o comprimento dos fios.   É importante lembrar que não há um tratamento específico. Algumas medicações, que são estimuladoras do crescimento capilar, podem ser associadas para acelerar esse processo de recuperação.  Se o paciente for saudável, e sem doença prévia do couro cabeludo, terá plena capacidade de recuperação.   O prognóstico em geral é bom, mas é sempre indicado que a pessoa procure um dermatologista para conhecer melhor seu caso, e se há a necessidade de tratar alguma possível doença de base associada. Ou, ainda, se é preciso descobrir algum fator que possa estar associado à queda, como na área alimentar, seja por uma deficiência de ferro ou vitaminas, ou em razão de dietas hiperproteicas, as quais temos visto mais pessoas aderindo a cada dia. O paciente precisa ser bem orientado para saber o que faz bem para seu metabolismo e ciclo capilar.

Prevenção

Não há prevenção para o eflúvio telógeno. Porém, há situações nas quais seu surgimento é esperado, como na fase do pós-parto, quando é comum ocorrer queda dos fios 2-3 meses após o parto. É aconselhável orientar a paciente a procurar um dermatologista logo no início do problema. O mesmo vale para aqueles que passaram por cirurgia bariátrica ou por uma dieta emagrecedora. Eles precisam ser bem orientados para buscar ajuda assim que notarem a queda acentuada dos fios e obter orientação para a melhor conduta do caso.
Fonte:
Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Tenho muito prazer no exercício da minha profissão e a exerço com humildade, paciência e tranquilidade.

Quanto aos meus campos de atuação na dermatologia, nos quais tenho grande experiência, destaco:

1 – Prevenção e tratamento do envelhecimento da pele, com foco em face, pescoço, colo, braços, antebraços e mãos. Aí entram novos tratamentos estéticos como aplicação de toxina botulínica, preenchimento com ácido hialurônico e hidroxiapatita de cálcio, luz intensa pulsada, skinbooster com ácido hialurônico, bioestimulação do colágeno com hidroxiapatita de cálcio e ácido poli-L-láctico, crioterapia, além da formulação de produtos específicos para a necessidade de cada paciente.

2 – Determinação de diagnósticos dermatológicos difíceis, incluindo alergias de pele;

3 – Tratamento da acne e das doenças da pele da face;

4 – Queda de cabelo;

5 – Melasma.

Entre outros. Navegue pelo site e conheça um pouco mais sobre as doenças mais frequentes e tratamentos .

Se houver alguma dúvida, faça sua pergunta aqui mesmo pelo site ou pelo e-mail [email protected] que responderei pessoalmente.

Será uma honra atender você!

Dr. André Lauth.
Dermatologista em Curitiba , membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD


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Responsável Técnico:
Dr. André Lauth - Dermatologista em Curitiba
CRM-PR 21.744
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